sábado, 2 de novembro de 2019

Morre o cantor Silvinho

Resultado de imagem para silvinho cantor      O cantor Silvinho, cujo grande sucesso musical foi a canção "Quem É?" faleceu em Petrópolis, sua cidade natal, nessa madrugada do dia 02 de novembro, aos 87 anos. Nascido Silvio de lima aos 05 de dezembro de 1931, participou de diversos conjuntos musicais nos anos 50 e 60 (Os Vocalistas, Os Trovadores, Trio Quitandinha e Conjunto Harmonia). Fez sua primeira composição em 1946, "Assim como as flores morrem" e seu primeiro grande sucesso foi "Quem é?", que o projetou na carreira solo no início dos anos 60, chegando a ser gravada por nomes como Bienvenido Granda e Gregorio Barrios, vendendo milhares de cópias no Brasil e exterior. Gravou cerca de 50 LPs, 25 compactos e 50 CDs. 
Resultado de imagem para silvinho cantorTrabalhou como cantor na Rádio Nacional e em diversas emissoras de rádio e televisão  do Rio de janeiro e São Paulo e conquistou inúmeras premiações como o Troféu Roquette Pinto, Buzina do Chacrinha e Chico Viola. O corpo está sendo velado na Capela Oswaldo Cruz e seu sepultamento está previsto para às 16:30.
Fontes: https://tribunadepetropolis.com.br/morre-em-petropolis-o-cantor-silvinho
             Wikipedia.com

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Centenário de Nelson Gonçalves - Último bastião da boemia

Ele rompeu os anos do iê-iê-iê e da bossa nova incólume - criticando a própria bossa nova e seus intérpretes "um gaiato cantando sem voz um samba sem graça desafinado que só vendo..." e chega hoje aos 100 anos comemorado e lembrado como um dos maiores expoentes da Música Popular Brasileira.*

Nélson Gonçalves, nome artístico de Antônio Gonçalves Sobral (Santana do Livramento, 21 de junho de 1919 — Rio de Janeiro, 18 de abril de 1998), foi um cantor e compositor brasileiro. Segundo maior vendedor de discos da história do Brasil, com mais de 81 milhões de cópias vendidas, fica atrás apenas de Roberto Carlos, com mais de 120 milhões. Seu maior sucesso foi a canção "A Volta do Boêmio".


Nasceu e passou parte da infância no interior do Rio Grande do Sul. Aos sete anos mudou-se com seus pais, portugueses de Lisboa, para São Paulo. Estavam em busca de melhores condições de vida, e foram viver em uma casa alugada no bairro do Brás. Nesta época, passou a ajudar seu pai no sustento do lar, quando passou a ser levado por ele para praças e feiras, onde, enquanto seu pai tocava violino, Nelson cantava, agradando os transeuntes e ganhando gorjetas. Para sustentar a família, seu pai também vendia frutas na feira e fazia serviços de pedreiro.

*Nelson Gonçalves à esquerda e João Dias à direita, década de 50

Sua família era muito humilde e por isto, Nelson teve que abandonar os estudos no início de sua adolescência, para ajudar de fato o pai a sustentar o lar. Trabalhou como jornaleiro, mecânico, engraxate, polidor e tamanqueiro. Querendo ganhar mais dinheiro e seguir uma profissão, se inscreveu em concursos de luta e venceu, tornando-se lutador de boxe na categoria peso-médio, recebendo, aos dezesseis anos de idade, o título de campeão paulista de luta. Após o prêmio, só ficou mais um ano lutando, pois queria investir em seu sonho de infância: Ser artista.

Mesmo com o apelido de "Metralha", por causa da gagueira, tomou coragem e não se deixou levar pelos preconceitos, e decidiu ser cantor, após deixar os ringues de luta. Em uma de suas primeiras bandas, teve como baterista Joaquim Silva Torres. Foi reprovado duas vezes no programa de calouros de Aurélio Campos. Finalmente foi admitido na rádio PRA-5, mas dispensado logo depois, passando a trabalhar como pedreiro.



*Primeiro disco (78 rpm) de Nelson Gonçalves gravado em 1941. Acervo particular.

Ganhador de um prêmio Nipper da RCA, dado aos que permanecem muito tempo na gravadora (50 anos de contrato), sendo somente Elvis Presley o outro agraciado. Durante sua carreira, gravou mais de duas mil canções, 183 discos em 78 rpm, 128 álbuns, vendeu cerca de 75 milhões de discos, ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina. "Ele foi uma espécie de resistência, juntamente a Luiz Gonzaga. Um defendendo a música nordestina e outro, a música romântica, eles foram resistência na época da Bossa Nova e do ritmo americano trazido pela Jovem Guarda. Nelson alcançou os anos 1990 com grande cartaz nacional", considera Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez.



Para marcar seu centenário, os Correios lançaram um selo comemorativo. O selo será apresentado no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Quanto às demais histórias do velho Metralha, seriam vãs repetições daquilo que conhecemos... Ou, nas palavras de meu avô, "morre o homem, fica o nome".

Fonte: Wikipedia
            Portal Press
            Diário do Nordeste

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Morre a Eterna Sapoti

Faleceu na madrugada desse último dia 29 uma das últimas Rainhas do Rádio, Ângela Maria, em decorrência de uma infecção. "Comecei a cantar com 12, 13 anos na Igreja Batista. Eu fugia do culto e ia para a rádio participar do programa de calouros. Ganhei todos os concursos de rádio sem a família saber. Escondia (os prêmios) dentro de uma caixa de sapato embaixo da cama", revelou a cantora em entrevista há um ano para o programa "The Noite", de Danilo Gentili.

Nome artístico

Abelim Maria da Cunha nasceu em Macaé, no Rio de Janeiro. Ela passou a infância em Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti. Filha de pastor protestante, desde menina cantava em corais de igrejas.

Ela foi operária tecelã e inspetora de lâmpadas em uma fábrica da General Eletric, mas queria ser cantora de rádio apesar da oposição da família.

Por volta de 1947, começou a frequentar programas de calouros e passou a usar o nome Ângela Maria, para não ser descoberta pelos parentes.



Apresentou-se no “Pescando Estrelas”, de Arnaldo Amaral, na Rádio Clube do Brasil (hoje Mundial); na “Hora do Pato”, de Jorge Curi, na Rádio Nacional; no programa de calouros de Ari Barroso, na Rádio Tupi; e do “Trem da Alegria” - programa dirigido por Lamartine Babo, Iara Sales e Heber de Bôscoli, na Rádio Nacional.

Era do rádio

Em 1948, começou a cantar na casa de shows Dancing Avenida, onde foi descoberta pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira Filho. Eles a apresentaram a Gilberto Martins, diretor da Rádio Mayrink Veiga. Após um teste, ela começou carreira na emissora.

Em 1951, gravou pela RCA Victor os sambas “Sou feliz” e “Quando alguém vai embora”. No ano seguinte, sua gravação do samba “Não tenho você” bateu recordes de venda, marcando o primeiro grande sucesso de sua carreira.

Quando decidiu tentar a carreira de cantora, Angela Maria abandonou os estudos, o trabalho na indústria e foi morar com uma irmã no subúrbio de Bonsucesso.

Fonte: G1.com

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Meio Século sem a Voz Orgulho do Brasil

Há exatos 50 anos morria num quarto do Hotel Normandie, em São Paulo, quando se preparava para gravar um programa de televisão, onde seria homenageado pelo Movimento Tropicalista. Antônio Vicente Filipe Celestino (Rio de Janeiro RJ 12 de setembro de 1894 - São Paulo SP 23 de agosto de 1968). Cantor, compositor e ator. Filho de um casal de imigrantes calabreses e irmão dos cantores João (baixo), Pedro (tenor) e Radamés (barítono), e do ator Amadeu. Começa a cantar aos oito anos no grupo Pastorinhas da Ladeira do Viana. Aprende o ofício de sapateiro com o pai e desenho industrial no Liceu de Artes e Ofícios. 

Desde criança assiste às companhias líricas que passam pelo Rio de Janeiro. Em 1903, aos nove anos, desperta a atenção do tenor italiano Enrico Caruso ao participar de um coro infantil da ópera Carmen, de Georges Bizet (1838 - 1875). A partir do início dos anos 1910, passa a se apresentar em festas, serenatas, casas de chope, teatros de revista, operetas e burletas - principalmente no Teatro São José, em São Paulo, que o contrata como corista em 1915. Nesse ano grava a valsa Flor do Mal (Santos Coelho e Domingos Corrêa), na Casa Édison (RJ). Em 1917, inicia o estudo do canto lírico no Teatro Municipal, depois de recusar convite para estudar em Milão, Itália, devido à proibição de seu pai. Entre 1917 e 1923, canta importantes óperas e operetas e participa de burletas, período em que começa a cruzar o país com apresentações musicais ou teatrais. Também em 1917, grava Urubu Subiu, desafio sertanejo com Bahiano, o cantor de Pelo Telefone. Em 1921, integra o elenco na ópera Tosca, de Giacomo Puccini (1858 - 1924), e Aida, de Giuseppe Verdi (1813 - 1901) no Teatro Lírico. É um dos primeiros a gravar discos pelo sistema elétrico, lançando, em 1928, Santa (Freire Júnior). Em 1929, grava o samba-canção Linda Flor (Henrique Vogeler e Cândido Costa) e o tango-fado Luar de Paquetá (Freire Júnior e Hermes Fontes), pela gravadora Odeon.

*Primeiro disco do Vicente na Odeon, extinta Casa Edison.

É digno de nota e também publicado anteriormente nesse mesmo espaço, um disco inédito em sua discografia, prensado pela Popular, em 1919 ou 1920, mesma gravadora de estreia de Francisco Alves. Em todas as pesquisas feitas na internet, constam apenas três gravadoras, que Vicente gravou: Odeon (1915-1928), Columbia (1930-1934) e Victor (1935-1968), ficando a Popular esquecida - ou desconhecida da maioria dos pesquisadores.

Fã do tenor italiano Enrico Caruso (1873 - 1921) e do ator, cantor e humorista francês Maurice Chevalier (1888 - 1972), Vicente Celestino é dono de uma popularidade que atravessa gerações. Ao lado de Francisco Alves (1898 - 1952), é um dos raros cantores brasileiros (entre tenores e barítonos) que migra com sucesso da era da gravação mecânica - dominante nos anos 1920 e que exige dos intérpretes potente emissão vocal - para a fase elétrica (1927). No novo sistema, A Voz Orgulho do Brasil - como é conhecido - grava cerca de 137 discos em 78 rpm com 265 músicas, 10 compactos e 31 LPs, que incluem reedições dos 78 rpm.

Por fim, fica aqui o raro registro do Vicente na Popular. Peço desculpas aos colegas pela precária qualidade do vídeo, bem como do áudio.


domingo, 8 de julho de 2018

Morre Pioneiro das Gravações Gospel no Brasil

Faleceu nesse último dia 07 de julho o cantor mais antigo em atividade (segundo o Guinness Book), Feliciano Amaral, aos 97 anos. O Pastor estava internado desde o doa 20 de junho em um hospital particular de Porto Velho, Rondônia, onde morava há apenas quatro meses.


Nascido na Cidade de Miradouro no estado de Minas Gerais, era filho de Júlio Augusto do Amaral e de Palmira Maria da Conceição, foi músico, sapateiro e cantor popular. Foi batizado em 7 de março de 1943, na Igreja Batista de Muriaé.


Já na cidade do Rio de Janeiro, estudou Teologia no Seminário Teológico Betel. Pastoreou várias igrejas inclusive a Primeira Igreja Batista da Pavuna, onde foi seminarista. Em 1947 casou-se com Elza Rocha do Amaral.

Começou as atividades como cantor evangélico em 1948, com a gravação do 1º disco de 78 rpm do catálogo da gravadora Atlas, ligada à Convenção Batista Brasileira. Este é um dos primeiros registros sonoros de música evangélica do País, mesmo sendo antecedido de outras produções.



*Um dos primeiros discos compacto do Pastor Feliciano Amaral, ainda em 45 rpm*

Em 1953 foi organizada a Primeira Igreja Batista de Croslândia com membros oriundos da Primeira Igreja Batista de Montes Claros-MG, O pastor Feliciano do Amaral e sua esposa Elza Rocha do Amaral desenvolveu um ministério até 1967 quando retornou a Belo Horizonte. a Primeira Igreja Batista de Croslândia foi a base para organizar outras igrejas na região. O templo foi reformado em 2008 pelo Pr. Cláudio Pereira da Costa com recursos do patrimônio histórico.

*LP prensado no fim dos anos 60*

Conhecido como Rouxinol do Sertão, Feliciano Amaral participou da famosa cruzada do pastor norte-americano Billy Graham, no Rio de Janeiro, em 1974 no estádio do Maracanã.

Feliciano Amaral também está no Guiness Book como o cantor que está há mais tempo em atividade no mundo. No meio evangélico, depois de Feliciano Amaral atuando como cantores vieram Luiz de Carvalho (in memoriam- gravando o 1º LP evangélico em 1958, intitulado "Musical Boas Novas"), Edgar Martins (in memorian), Josué Barbosa Lira (in memorian), Victorino Silva, dentre muitos outros pioneiros da música evangélica desta época.
Feliciano Amaral interpretou canções como: "Oração de Davi", "Céu aberto", "O mar", "Ao meu Redor", "O Rosto de Cristo", "Rio Profundo", "Sou Filho do Rei", "O Jardim de Oração", entre outras.

*Recebendo o título de cidadão pernambucano em 2016*

Em 2003 Feliciano Amaral recebeu um reconhecimento público, quando completou 83 anos, uma Moção de Aplausos e Congratulações da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A homenagem foi requisitada pelo deputado Aurélio Marques, como reconhecimento pela dedicação de Feliciano Amaral à obra de Deus e á música cristã.

Em 2007, o cantor gravou o primeiro DVD ao vivo de sua carreira, em Recife, na Igreja Missionária Canaã do pr. Geziel Gomes.

Em 2010, foi agraciado com a Medalha do Mérito Pedro Ernesto, a maior comenda da Cidade do Rio de Janeiro pelo transcurso de seus 90 anos, foi uma homenagem com a presença de mais de 500 pessoas em solenidade coordenada pelo Pastor Marcos Rodrigues Martins.

*Fonte: Wikipedia
              G1.com.br

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Morre Gilberto Milfont

Eis o tipo de notícia que a mídia não cobre. Até os colecionadores de discos da velha guarda e conhecedores mais afins de nossa música poderiam estar se perguntando ainda: que fim levou Gilberto Milfont? Infelizmente apenas pelas pequenas notas de falecimento ou dos serviços de informação online, tão prestimosos hoje nos dão esses choques...

Faleceu nesse dia 13, na cidade do Rio de Janeiro, aos 95 anos de idade, o cantor e compositor Gilberto Milfont, nome artístico de João Milfont Rodrigues, nascido em Lavras da Mangabeira, Ceará no dia 7 de novembro de 1922. Iniciou sua carreira artística na velha PRE-9 (Ceará Rádio Clube). 
Foi para o Rio de Janeiro em 1946 levado pelos Vocalistas Tropicais. Seu primeiro disco como cantor foi "Geremoabo" e "Maringá", ambos de autoria de Joubert de Carvalho, em disco Victor 80-0434 de 22/05/1946. Como compositor, sua primeira música gravada foi "Esquece", por Dick Farney na Continental. 
Autor de mais de 500 composições musicais, com participação em mais de 40 LPs, em 1947 apareceu seu primeiro sucesso de carnaval, “Meu Prazer”, da autoria de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. No ano seguinte, assim como em 1949 e 1950, ganhou sucessivos carnavais cariocas, com as músicas “Um Falso Amor”, “Batendo Cabeça” e “Pra Seu Governo”, todas da autoria de Haroldo Lobo.

Aplaudido nos melhores palcos brasileiros, Gilberto Milfont gravou pela RGE, RCA, Chantecler, Continental, fez a série Cem Anos de Música Popular Brasileira e, no final dos anos 60, num concurso de âmbito nacional, foi sagrado o melhor seresteiro brasileiro. Entre seus sucessos gravados cabe destacar: “Pra Seu Governo”, “Senhora”, “Gereboabo”, “Batendo Cabeça”, “Maringá”, “As Aparências Enganam”, “Castigo” e “Timidez”. E a sua mais conhecida composição musical, “Reverso”, foi gravada por Sílvio Caldas, Orlando Silva, Dalva de Andrade,Chico Alves, Tito Madi e Trio Los Panchos (no México). Foi membro da Comissão de Assuntos Culturais do MEC, para onde foi aprovado, aliás, em 1º lugar, pertencendo à geração dos melhores nomes da MPB, como Sílvio Caldas, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Chico Alves, Carlos Galhardo, Altamiro Carrilho e Nélson Gonçalves. Em 1978, foi escolhido para integrar o Projeto Pixinguinha que percorreu o Brasil de Sul a Norte, divulgando a MPB. E à sua carreira de artista foram dedicados dois programas do Mobral-Projeto Minerva, e as glórias e conquistas de sua vida artística mereceram reportagem dos principais jornais e revistas do Brasil. Seu nome figura na Enciclopédia da Musica Popular Brasileira (São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999); e bem assim no livro Lavrenses Ilustres (3ª ed.: Fortaleza, RDS Editora, 2012), de autoria de Dimas Macedo.


Para nossa tristeza, mais um grande nome da Música popular Brasileira parte para integrar o Panteão das grandes vozes, mas que deixaram seu registro imortal perpetuada na cera de nossos velhos bolachões.

Fonte: Wikipedia
            Arquivo Nirez

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Morte Cala a Voz de Cauby Peixoto

Cauby Peixoto morreu na noite do dia 15 de maio de 2016, aos 85 anos, em São Paulo. O cantor morreu por volta das 23h50. Ele estava internado devido a uma pneumonia, desde o dia 9 de maio no Hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo.


A última apresentação do artista ocorreu no dia 3 de maio de 2016, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Cauby cantou ao lado de cantora Ângela Maria com quem estava em turnê de comemoração de sessenta anos de carreira.

Cauby iniciou sua carreira artística no final da década de 1940. Estudou em um Colégio de Padres Salesianos em Niterói, onde chegou a cantar no coro da escola e também no coro da igreja que frequentava. Cauby trabalhou em um comércio até resolver participar de programas de calouros no rádio, no final da década de 40, no Rio de Janeiro.

Sua voz era caracterizada pelo timbre grave e aveludado, mas principalmente pelo estilo próprio de cantar, que incluía extravagância e penteados excêntricos. Proveniente de uma família de músicos, o pai (conhecido como Cadete) tocava violão, a mãe bandolim, os irmãos eram instrumentistas, as irmãs cantoras e o tio pianista. Sobrinho do músico Nonô, pianista que popularizou o samba naquele instrumento, Cauby também era primo do cantor Ciro Monteiro.

Fonte: Wikipedia