quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Morre a Cantora e Atriz Vanja Orico



Morreu nesta quarta-feira (28) no Rio, aos 85 anos, a cantora, atriz e cineasta Vanja Orico. 

Acometida por Alzheimer, ela ainda lutava contra um câncer de intestino e estava internada desde o dia 11 de janeiro. O enterro está previsto para esta quinta-feira (29), às 16h, no Cemitério São João Batista, Zona Sul do Rio.

Evangelina Orico, mais conhecida como Vanja Orico (Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1931 — Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 20151 ), foi uma cantora, atriz e cineasta brasileira.

Surgiu no cenário artístico cantando Mulher rendeira, tema do filme "O Cangaceiro" (1953), de Lima Barreto, mas começou sua carreira cantando no filme "Mulheres e Luzes", em 1950, uma produção do cineasta Federico Fellini, quando estava na Itália estudando música. De volta ao Brasil, fez sua estréia no cinema brasileiro no clássico O cangaceiro, premiado no Festival de Cannes e sucesso no mundo inteiro, o que rendeu a ela o reconhecimento internacional, fazendo apresentações na Europa, na África, no Caribe e nos Estados Unidos. Gravou discos na França e foi recordista de vendas no Brasil. Foi capa das principais revistas da época.





Uma marca forte da sua trajetória no cinema é sua presença em vários filmes do Ciclo do Cangaço, do qual é uma das musas. Além do citado O cangaceiro, também participou de Lampião, o rei do cangaço (1964), Cangaceiros de Lampião (1967) e Jesuíno Brilhante, o cangaceiro (1972).

Paralelamente aos trabalhos como atriz (também atuou em Independência ou Morte, de 1972, no papel da Baronesa de Goytacazes, e de Ele, o boto, em 1987), Vanja Orico desenvolveu importante carreira de cantora, com apresentações em várias partes do mundo. Em 1973 dirigiu o filme O segredo da rosa.

Vanja também teve participação notória durante a ditadura militar. Ela foi presa e torturada depois de interromper a ação de policiais durante o enterro do estudante Édson Luiz, morto pela repressão. "Não atirem, somos todos brasileiros", teria gritado Vanja aos policiais do regime.

Era filha do diplomata e escritor Osvaldo Orico e mãe do cineasta Adolfo Rosenthal, fruto de seu casamento com o ator André Rosenthal.

Fontes: http://g1.globo.com
             www.wikipedia.com

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 - Cantores e Artistas que nos Deixaram

Mais uma vez deixamos nossa homenagem aos grandes vultos do passado que nos legaram suas vozes e suas composições, joias que poderão ser apreciadas pelas futuras gerações.

JANEIRO:



Dia 5 - Nelson Ned (1947-2014): "O pequeno gigante da canção", apelido que recebeu por seu 1m12 de altura, se consagrou na década de 60 como uma das vozes românticas mais famosas do Brasil. O sucesso internacional veio com a gravação de vários discos em espanhol. Ídolo em países como Argentina, México e Colômbia, entre outros, Nelson Ned enfrentava problemas de saúde há vários anos, que se agravaram em 2003, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC).  Como consequência do AVC, o intérprete de "Tudo Passará" perdeu a visão de um olho e precisava se locomover com a ajuda de uma cadeira de rodas, além de enfrentar diabetes, hipertensão arterial e o diagnóstico de Mal de Alzheimer em fase inicial. Ned se converteu nos anos 90 à religião evangélica e, desde então, interpretava com sucesso músicas gospel, também em português e espanhol.

FEVEREIRO:



Dia 10 - Virgínia Lane (1920-2014): Nascida Virginia Giacone em 1920, no Flamengo, Virgínia chegou a cursar o primeiro ano de Direito - mas a atração pelos palcos falaria mais alto. Atração que ela desenvolveu desde cedo, na Escola de Bailados do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde estudou com a lendária Maria Olenewa. Virgínia seguiu se apresentando no teatro até o início dos anos 2000. Sua última aparição foi na novela Belíssima, em 2006, na qual participou de homenagem feita a diversas divas do rádio.

MAIO:



Dia 5 - Rinaldo Calheiros (1926-2014): Estreou na Rádio Poty de Natal, cidade onde consolidou sua carreira, sendo considerado o astro galã daquela rádio. Em 1951 passou a atuar como vocal no Trio Acaiaca, juntamente com Chico Elion no violão e João Juvanklin no acordeom. Em 1955 gravou seu primeiro disco, pela Mocambo, interpretando "Se eu fracassar", de Chico Elion. No ano seguinte gravou o samba "Se eu fracassar" e o samba canção Ranchinho de paia, de Chico Elion, e o bolero Minha inspiração, de William Leon e Sílvia Silva. Ao que parece, estava afastado da vida artística.

JUNHO:



Dia 13 - Marlene (1922-2014): Nasceu Victória Bonaiutti de Martino na capital paulista, no bairro da Bela Vista, conhecido reduto de ítalo-brasileiros. Seus pais eram italianos, e Victória Bonaiutti de Martino era a mais nova de três filhas. Ela herdou o nome do pai, que morreu sete dias antes de seu nascimento.

JULHO:



Dia 09 - Danúbio Barbosa Lima (1921-2014), último integrante dos Trigêmeos Vocalistas: Os Vocalistas Tropicais foram um conjunto vocal e instrumental brasileiro formado em Fortaleza, Ceará, em 1941. O grupo teve várias formações até se definir, em 1946, com os seguintes componentes: os fortalezenses Nilo Xavier da Mota (*1922), líder, violão e arranjos; Raimundo Evandro Jataí de Sousa (*1926), vocal, viola americana e arranjos; Artur Oliveira (*1922), vocal e percussão; Danúbio Barbosa Lima (*1921), percussão; e o recifense Arlindo Borges (*1921), vocal e violão solo. O grupo se desfez em 1963 por não ter mais espaço na mídia, como tantos outros artistas, deixando 49 discos em 78 rpm nas gravadoras Odeon, Copacabana e Continental.



Dia 31 - Zé Menezes (1921-2014): Cognominado "O Músico dos Mil Instrumentos", Zé Menezes foi diretor musical na Rede Globo, onde ingressou na década de 70. Ele é autor, entre várias trilhas sonoras e consagradas, do tema de abertura de Os Trapalhões e de vinhetas como do Chico City e Viva o Gordo. Nascido em Jardim, cidade no interior do Ceará, começou a se interessar pela música ainda na infância. Ganhou fama no pequeno município apelidado por Zé do Cavaquinho quando tinha apenas 9 anos. Um ano antes foi convidado pelo maestro Arlindo Cruz para tocar profissionalmente em um cinema de Juazeiro. Com mais de 80 anos, já nos anos 2000, Zé Menezes lançou o projeto ‘Zé Menezes – Autoral’, que contemplava a gravação de três CDs e o registro em CD-Room de seus acervo digitalizado, incluindo partituras e suas composições.

AGOSTO:



Dia 01 - Roberto Paiva (1921-2014): Roberto Paiva nasceu em 8 de fevereiro de 1921, no Rio de Janeiro, e por lá mesmo foi criado. Teve uma atuação muito discreta na música brasileira, e era considerado um cantor correto, por isso mesmo tão procurado pelos compositores. Em 1956, sua correção é atestada no histórico LP original “Orfeu da Conceição”, com músicas iniciais de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Também estava afastado da vida artística.

SETEMBRO:



Dia 07 - Miltinho (1928-2014): Nas décadas de 40 integrou diversos grupos vocais: Cancioneiros do Luar, Namorados da Lua, Anjos do Inferno (que chegou a viajar aos Estados Unidos acompanhando Carmen Miranda), Quatro Ases e Um Coringa, Milionários do Ritmo. Em 1960 lançou seu primeiro disco solo, "Um Novo Astro", iniciando uma carreira de enorme sucesso no início da década, marcada pela sua voz anasalada, afeita aos sambas de teleco-teco e às canções românticas. O sambista também animou carnavais com marchinhas como "Nós os carecas". No aniversário de 70 anos, em 1998, lançou o CD "Miltinho Convida", com elenco de alguns de seus aprendizes confessos, como João Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia, Chico Buarque, entre outros. Já gravou também com Zeca Pagodinho, Elza Soares, Martinho da Vila, Ed Motta e Mariana Baltar. Como intérprete, lançou João Nogueira e Luiz Ayrão.

NOVEMBRO:



Dia 04 - Aldemar Paiva (1925-2014): Na capital pernambucana, abraçou a vida artística e ganhou fama. Começou a carreira na Rádio Clube de Pernambuco, onde foi produtor, apresentador e diretor, substituindo Chico Anysio. Também atuou como jornalista, poeta, escritor, humorista, ator e compositor, com mais de setenta músicas escritas. Entre as mais conhecidas está "Frevo de Saudade". No rádio, apresentou o programa "Pernambuco, Você é Meu", que começou no início da década de 1950 e foi líder de audiência durante 25 anos. Os primeiros 18 anos do programa foram na Rádio Clube; depois, na Rádio Jornal. Na televisão, atuou na TV Tupi, TV jornal e participou como produtor e ator dos programas "Som Brasil", "Praça da Alegria" e "Chico City", da Rede Globo.




Dia 26 - Clemilda (1936-2014): Sua carreira tomou impulso com os freqüentes shows que fazia em Sergipe, onde vive há mais de duas décadas, sempre acompanhada pelo marido. Após 1994, com a morte do companheiro, a forrozeira-mor — carinhosamente conhecida como "Rainha do Forró" — afastou-se dos shows e há algum tempo vem se dedicando à apresentação do “Forró no Asfalto”, na TV Aperipê de Aracaju, programa há mais tempo no ar da emissora (do qual esteve meses afastada em virtude de complicações com um AVC e da osteoporose).

DEZEMBRO:



Dia 24 - Nerize Paiva (1932-2014): Não noticiamos seu falecimento, mas não deixaríamos de registrar também sua passagem por aqui. Pernambucana, foi cantora do cast da Rádio jornal do Commercio. Nerise Paiva se apresentou inúmeras vezes nos programas de auditório da Rádio Difusora de Pesqueira nos anos 50 e 60. Era o tipo de cantora que levantava a plateia pela a animação. Os apresentadores a chamavam de A BOMBA ATÔMICA DO NORDESTE.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Forró Perde o Talento de Clemilda

Faleceu no dia 26 de novembro último, aos 78 anos, em Aracaju (SE), devido a complicações de um derrame cerebral e pneumonia a cantora e forrozeira Clemilda.



Nascida em São José da Laje, Cremilda passou a infância e a adolescência em Palmeira dos Índios, Zona da Mata de Alagoas. No começo da década de 1960 decide viajar para o Rio de Janeiro para "tentar a sorte", onde então consegue emprego como garçonete. Até então ainda não havia descoberto o dom artístico que tinha. 

Em 1965, consegue cantar pela primeira vez na Rádio Mayrink Veiga no programa "Crepúsculo sertanejo", dirigido por Raimundo Nobre de Almeida, que apresentava profissionais e calouros. Nessa ocasião, conhece o sanfoneiro Gerson Filho, contratado da gravadora e também alagoano como ela, que popularizou o fole de oito baixos e já era artista com disco gravado. Com ele Clemilda viria a se casar. Fez algumas participações em dois LPs do esposo, e a partir de 1967 começou a gravar seu próprio disco.


Sua carreira tomou impulso com os freqüentes shows que fazia em Sergipe, onde vive há mais de duas décadas, sempre acompanhada pelo marido. Após 1994, com a morte do companheiro, a forrozeira-mor — carinhosamente conhecida como "Rainha do Forró" — afastou-se dos shows e há algum tempo vem se dedicando à apresentação do “Forró no Asfalto”, na TV Aperipê de Aracaju, programa há mais tempo no ar da emissora (do qual esteve meses afastada em virtude de complicações com um AVC e da osteoporose).

Foi sepultada no Cemitério São João Batista em Aracaju reunindo centenas de pessoas.

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Adeus a Aldemar Paiva

Morreu nesta terça-feira (4), no Recife, o radialista Aldemar Paiva, aos 89 anos. Ele estava internado no Hospital Jayme da Fonte, nas Graças, Zona Norte da capital, e faleceu de diversas complicações. Paiva nasceu em Maceió, mas ainda jovem foi transferido para servir no Recife como oficial do exército.

aldemar-paivaNa capital pernambucana, abraçou a vida artística e ganhou fama. Começou a carreira na Rádio Clube de Pernambuco, onde foi produtor, apresentador e diretor, substituindo Chico Anysio.

Também atuou como jornalista, poeta, escritor, humorista, ator e compositor, com mais de setenta músicas escritas. Entre as mais conhecidas está "Frevo de Saudade".

No rádio, apresentou o programa "Pernambuco, Você é Meu", que começou no início da década de 1950 e foi líder de audiência durante 25 anos. Os primeiros 18 anos do programa foram na Rádio Clube; depois, na Rádio Jornal. Na televisão, atuou na TV Tupi, TV jornal e participou como produtor e ator dos programas "Som Brasil", "Praça da Alegria" e "Chico City", da Rede Globo.

Aldemar Paiva ainda assinou colunas de humor no Diário de Pernambuco, Diário da Noite e Jornal do Commercio. Escreveu livros como "O encontro de Capiba e Nelson Ferreira" e "O Causo eu Conto". Um dos seus maiores sucessos literários é o "Monólogo de Natal". O velório dele começa às 6h da quarta-feira (5) no cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O enterro será às 12h, no mesmo local.

aldemar-paiva 

Também foi pioneiro em composições gravadas aqui em Pernambuco, tanto que a primeira prensagem da antiga Fábrica Rozenblit continha uma de suas composições, "Boneca", realizada por Claudionor Germano, inaugurando a etiqueta Mocambo.

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*Lado "B" do primeiro disco prensado pela Mocambo (Acervo Particular)

Outras composições em 78 rpm:

"A fogueira do Bombinha" 1961 Mocambo 15352- Bombinha
"Adivinhação" 1960 Mocambo 15313 por Mêves Gama
"Aquela" 1964 Mocambo 15530 por Wilson Duarte
"Caiu a Sopa no mel" 1960 Mocambo 15301 Claudionor Germano
"Me Abufelei" 1961 Mocambo 15393 por Aguinaldo Batista
"Não Quero me casar" 1952 Odeon 13256 por Zé Gonzaga 
"Por que Mudou" 1963 Mocambo 15503 Por Mêves Gama 
"Saudade" 1962 pela CBS 3230 canta Alcides Gerardi
"Tem jeito sanfona" 1956 Mocambo 15052 por Creusa Cunha
"Xem Em Em no Varandão" 1961 Mocambo 15351 Os 3 Boêmios 
"Pajuçara" retratando a beleza da praia alagoana é considerada um hino a Maceió.

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco
            Arquivo confraria do Chiado

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Brasil Perde Miltinho

Mais um grande nome de nossa música nos deixa. Morreu no último dia 7 aos 86 anos, Milton Santos de Almeida, conhecido como Miltinho. Nas décadas de 40 integrou diversos grupos vocais: Cancioneiros do Luar, Namorados da Lua, Anjos do Inferno (que chegou a viajar aos Estados Unidos acompanhando Carmen Miranda), Quatro Ases e Um Coringa, Milionários do Ritmo. Em 1960 lançou seu primeiro disco solo, "Um Novo Astro", iniciando uma carreira de enorme sucesso no início da década, marcada pela sua voz anasalada, afeita aos sambas de teleco-teco e às canções românticas.

Com a música “Mulher de 30”, Miltinho ganhou o reconhecimento do público. Recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época.

O sambista também animou carnavais com marchinhas como "Nós os carecas". No aniversário de 70 anos, em 1998, lançou o CD "Miltinho Convida", com elenco de alguns de seus aprendizes confessos, como João Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia, Chico Buarque, entre outros. Já gravou também com Zeca Pagodinho, Elza Soares, Martinho da Vila, Ed Motta e Mariana Baltar. Como intérprete, lançou João Nogueira e Luiz Ayrão.


Um dos grandes nomes do samba e conhecido por vários sucessos nos anos 60, como a música "Mulher de 30", Miltinho marcou presença em vários programas de televisão e foi estrela do carnaval brasileiro, conhecido como o "Rei do Ritmo".

E ao que parece, ele não gostava muito de títulos. "Eu não sou astro de coisa nenhuma. Sou apenas um mero cantor de samba", afirmou ele em entrevista exibida no documentário "No tempo do Miltinho" (2008), de André Weller. Ainda em 1998, ocasião em que completou 70 anos de idade, lançou o disco "Miltinho Convida" com a participação de várias figuras da música brasileira como Chico Buarque, João Nogueira e João Bosco.

De acordo com sua filha, Sandra Vergara, Miltinho não fazia apresentações há quatro anos, desde que foi diagnosticado com a doença de Alzheimer.


Fontes: http://www.diario24horas.com.br/noticia/34735-falece-miltinho-icone-do-samba-dos-anos-                  60-aos-86-anos-de-idade#ixzz3CsRm4ZYC
             http://g1.globo.com/

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Centenário de Aracy de Almeida


Comemorou-se nesse último dia 19 passado, o centenário de nascimento de nossa "Araca" - Aracy Teles de Almeida nasceu em 19 de agosto de 1914. Foi criada no subúrbio carioca, no bairro de Encantado, numa grande família protestante; o pai, Baltazar Teles de Almeida, era chefe de trens da Central do Brasil e a mãe, dona Hermogênea, dona de casa. Tinha apenas irmãos homens.

Estudou num colégio no bairro do Engenho de Dentro, onde foi colega do radialista Alziro Zarur, passando depois para o Colégio Nacional, no Méier. Aracy costumava cantar hinos religiosos na Igreja Batista e, escondida dos pais, cantava músicas de entidades em terreiros de candomblé e no bloco carnavalesco "Somos de pouco falar". "Mas isso não rendia dinheirim", como Aracy dizia.

Mais tarde, conheceu Custódio Mesquita, por intermédio de um amigo. Cantou para ele a música Bom-dia, Meu Amor (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), conseguindo entrar a Rádio Educadora (depois Tamoio), em 1933. Ali mesmo, conheceu Noel Rosa e aceitou o convite, que ele lhe fez, para "tomar umas cervejas cascatinhas na Taberna da Glória". Desde este dia, o acompanhou todas as noites.

No ano seguinte, gravou para o Carnaval seu primeiro disco, pela Columbia, com a música Em plena folia (Julieta de Oliveira). Em 1935 assinou seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul e gravou Seu Riso de Criança, composição de Noel Rosa, de quem se tornaria a principal intérprete.


Transferindo-se para a Victor, participou do coro de diversas gravações e lançou, ainda em 1935, como solista, Triste cuíca (Noel Rosa e Hervé Cordovil), Cansei de pedir, Amor de parceria (ambas de Noel Rosa) e Tenho uma rival (Valfrido Silva). A partir de então, tornou-se conhecida como intérprete de sambas e músicas carnavalescas, tendo sido apelidada por César Ladeira de "O Samba em Pessoa". Trabalhou na Rádio Philips com Sílvio Caldas, no Programa Casé; na Cajuti, Mayrink Veiga e Ipanema, excursionando com Carmen Miranda pelo Rio Grande do Sul.

Em 1936 foi para a Rádio Tupi e gravou com sucesso duas músicas de Noel Rosa: Palpite infeliz e O X do problema. Em 1937 atuou na Rádio Nacional e destacou-se com os sambas Tenha pena de mim (Ciro de Sousa e Babau), Eu sei sofrer (Noel Rosa e Vadico) e Último desejo, de Noel Rosa, que faleceu nesse ano.

Gravou, em 1938, Século do Progresso (Noel Rosa) e Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), e, em 1939, lançou em disco Chorei quando o Dia Clareou (Davi Nasser e Nelson Teixeira) e Camisa amarela (Ari Barroso). Para o Carnaval de 1940, gravou a marcha O Passarinho do relógio (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e, no ano seguinte, O Passo do canguru (dos mesmos autores).

Em 1942, lançou o samba Fez Bobagem (Assis Valente), Caramuru (B.Toledo, Santos Rodrigues e Alfeu Pinto), Tem galinha no bonde e A Mulher do leiteiro (ambas de Milton de Oliveira e Haroldo Lobo). Fez sucesso no Carnaval de 1948 com Não me Diga Adeus (Paquito, Luis Soberano e João Cerreia da Silva) e, em 1949, gravou João ninguém (Noel Rosa) e Filosofia (Noel Rosa e André Filho).

Entre 1948 e 1952, trabalhou na boate carioca Vogue, sempre cantando o repertório de Noel Rosa; graças ao sucesso de suas interpretações nessa temporada, lançou pela Continental dois álbuns de 78 rpm com músicas desse compositor: o primeiro deles, lançado em setembro de 1950, continha Conversa de botequim (com Vadico), Feitiço da Vila (com Vadico), O X do problema, Palpite infeliz, Não tem tradução e Último desejo; no segundo, lançado em março de 1951, interpretou Pra que mentir (com Vadico), Silêncio de um minuto, Feitio de Oração (com Vadico), Três apitos, Com que roupa e O Orvalho Vem Caindo (com Kid Pepe).

Foi, ao lado de Carmen Miranda, a maior cantora de sambas dos anos 30. Depois de atuar com sucesso na boate Vogue em Copacabana na década de 40, entre 1950 e 1951, gravou dois álbuns dedicados a Noel Rosa, que seriam responsáveis pela reavaliação da obra do poeta da Vila.

Mudou-se para a Cidade de São Paulo em 1950, e lá viveu durante 12 anos. Em 1955 trabalhou no filme Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga, e lançou, pela Continental, um LP de dez polegadas só com músicas de Noel Rosa, no qual foi acompanhada pela orquestra de Vadico, cantando, entre outras, São Coisas Nossas, Fita Amarela e as composições inéditas Meu Barracão, Cor de Cinza, Voltaste e A Melhor do Planeta (com Almirante).

Três anos depois, lançou pela Polydor o LP Samba em pessoa. Em 1962 a RCA, reaproveitando velhas matrizes, editou o disco Chave de ouro. Em 1964, gravou com a dupla Tonico e Tinoco, o cateretê Tô chegando agora (Mário Vieira) e apresentou-se com Sérgio Porto e Billy Blanco na boate Zum-Zum no Rio de Janeiro.
Em 1965, fez vários shows no Rio de Janeiro: "Samba pede passagem", no Teatro Opinião; "Conversa de botequim", dirigido por Miele e Ronaldo Boscoli, no Crepúsculo; e um espetáculo na boate Le Club, com o cantor Murilo de Almeida. No ano seguinte, a Elenco lançava o disco Samba é Aracy de Almeida. Com o cômico Pagano Sobrinho, fez "É proibido colocar cartazes", um programa de calouros da TV Record, de São Paulo, em 1968. No ano seguinte, a dupla apresentou-se na boate paulistana Canto Terzo. Ainda em 1969, fez o show "Que maravilha!", no Teatro Cacilda Becker em São Paulo, ao lado de Jorge Ben, Toquinho e Paulinho da Viola.

Depois disso, com a entrada da bossa nova, os intérpretes de samba já não eram tão solicitados. Aracy trabalhou em vários programas de TV: Programa do Bolinha; na TV Tupi, com Mário Montalvão; na TV Globo, com a Buzina do Chacrinha; no Programa Silvio Santos; programas na TVE; Programa da Pepita Rodrigues, na TV Manchete; Programa do Perlingeiro, na TV Excelsior; no Almoço com as estrelas, com Aérton Perlingeiro, entre outros.

Em 1988, Aracy teve um edema pulmonar. No início, ficou internada em São Paulo, retornando ao Rio de Janeiro para o hospital da SEMEG, na Tijuca. Silvio Santos a ajudou financeiramente na época em que esteve doente e lhe telefonava todos os dias, às 18 horas, para saber como ela estava.

Depois de dois meses em coma, voltou a lucidez por dois dias, e, num súbito aumento de pressão arterial, faleceu no dia 20 de junho, aos 74 anos. Seu corpo foi velado no teatro João Caetano, visto que seu último show com Albino Pinheiro havia sido lá. O Jardim da saudade doou o túmulo para ela, porém já havia uma gaveta no cemitério em São Paulo, mas Adelaide não quis levá-la para lá. O Corpo de Bombeiros percorreu parte do Rio de Janeiro com a sua urna como homenagem, passando pelos lugares importantes freqüentados por Aracy (Copacabana, Glória, Lapa, Vila Isabel, Méier e Encantado). Ela não casou e não quis ter filhos, apesar de ter morado com alguns namorados.

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Vinte e Cinco anos sem o Rei do Baião

Nesse último dia 2 passado, completaram o primeiro quarto de século que o Brasil se despedia de Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião, um dos grandes ícones da música popular nordestina. Gonzagão, que nasceu em Exu (PE) e dedicou boa parte da sua vida a criar e a cantar hinos como ‘Asa Branca’, ‘Olha pro céu’ e ‘No meu pé de serra’, morreu vítima de uma parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, em Recife (PE).


No lugar da coroa, ele usava um chapéu de couro. Nas mãos, o cetro dava lugar à sanfona. Muito popular entre os milhões de súditos, Luiz Gonzaga era um monarca diferente, o rei do baião. Ele nasceu em uma sexta-feira 13, mas o mau agouro passaria longe. A paixão pela música surgiu vendo o pai tocar em casa e festas da região.

Ele não amou só o acordeon, também se apaixonou pela filha de um fazendeiro, que não aceitou a união e ameaçou o rapaz de morte. Gonzaga fugiu de casa e foi para o Ceará, onde entrou no exército. Trocou a sanfona pela corneta na vida militar, ficando conhecido como ‘Bico de aço’. Depois de dez anos de quartel, pediu baixa no Rio de Janeiro.

Quando decidiu fazer a carreira musical, começou a tocar em bares, festas e nas ruas. Uma apresentação no programa de rádio de Ary Barroso, no começo da década de 40, foi marcante. Luiz Gonzaga interpretou ‘Vira e mexe’, canção instrumental de sua autoria. Muito aplaudido e elogiado, foi convidado a entrar em estúdio.

A HORA DE SOLTAR A VOZ

Além dos muitos discos, veio também a ideia de se vestir de vaqueiro, figurino com o qual seria consagrado. Depois do sucesso tocando, era a hora de soltar a voz. ‘Dança Mariquinha’ foi a primeira que ele gravou cantando.

No mesmo ano, assumiu a paternidade do filho de uma namorada. Gonzaguinha recebeu o mesmo nome do pai e o talento para a música. Após uma relação conflituosa durante anos, os dois chegaram a fazer shows juntos na velhice de Gonzagão. Em 1948, conheceu Helena, com quem se casaria e ficaria junto até o fim da vida.


Luiz Gonzaga é um dos artistas com mais discos vendidos na história da música brasileira, autor de clássicos como ‘Asa branca’, ‘Qui nem jiló’ e ‘Baião’. O ritmo, aliás, virou samba em 2012, em um desfile que deu à Unidos da Tijuca o título de campeã do carnaval carioca naquele ano.

Há 25 anos, Gonzagão “olhava para o céu”. Uma parada cardiorrespiratória calava a sanfona real. Mas houve festa lá em cima, afinal, o rei estava chegando.

Fontes: http://g1.globo.com/