terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Morre a "Vedete do Brasil"

Morreu na tarde desta segunda, dia 10 a ex-vedete e atriz Virginia lane aos 93 anos. Ela estava internada desde o início do mês em um hospital de Volta Redonda, no Rio, para o qual foi levada por conta de uma infecção urinária. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.


Nascida Virginia Giacone em 1920, no Flamengo, Virgínia chegou a cursar o primeiro ano de Direito - mas a atração pelos palcos falaria mais alto. Atração que ela desenvolveu desde cedo, na Escola de Bailados do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde estudou com a lendária Maria Olenewa.
A estreia profissional seria aos 15 anos, no Cassino da Urca, para onde foi levada pelo maestro Vicente Paiva - e foi ele também quem a introduziria no plantel da Rádio Mayrink Veiga. Do Rio, ela seguiria para Buenos Aires, onde atuaria por três anos. Em 1946, lançou o primeiro disco, pelo selo Continental, no qual interpretava a marcha Maria Rosa e o samba Amei Demais. Dois anos depois, voltaria ao Rio e, depois de assinar um contrato com Walter Pinto, trabalhou durante cinco anos na revista Um Milhão de Mulheres e em outros espetáculos do Teatro Carlos Gomes e do Teatro Recreio.



Caso - Nos anos 50, viveu o auge de sua trajetória. A começar pela gravação de Sassaricando, marchinha que fazia parte da revista Eu Quero Sassaricá, um dos maiores sucessos da trupe de Walter Pinto. Compositora, gravou peças de sua autoria, como Lanterninhas Multicores e Que Palhaço, de 1958, registradas ao lado de Santo Antônio Vai me Abençoar, de Nelson Castro.

 
*Disco em 78 rotações de Virgínia Lane

 
*Diferentes fotos da vedete

Foi nessa época que ela receberia das mãos de Getúlio Vargas o título de A Vedete do Brasil - em entrevistas décadas depois, ela diria que manteve um caso de dez anos com o ex-presidente da República. “Foi dentro de um teatro. Ele viu uma peça minha e foi ao camarim me cumprimentar. Me convidou para sair e eu agradeci, mas recusei. Não me sentia capacitada para sair com o presidente da República. Mas ele insistiu e fui cear com os amigos dele em uma churrascaria. Daí começou”, contou em depoimento concedido ao Guia do Estudante em 2007. “Eu entrava e saía do Palácio do Catete pela porta da frente! Passava lá à tarde, tomava um chá. Viajávamos muito também, inclusive para a Europa. Eu ia na frente com o Gregório (Fortunato, chefe da guarda), que me acompanhava em passeios, compras e até na assinatura de contratos. Visitamos Portugal, Itália, Espanha.”


*Getúlio Vargas, o seu eterno "Affair"

Virgínia seguiu se apresentando no teatro até o início dos anos 2000. Sua última aparição foi na novela Belíssima, em 2006, na qual participou de homenagem feita a diversas divas do rádio.

Ainda de acordo com informações da assessoria de Virgínia, o corpo será levado na noite desta segunda para ser embalsamado em Queimados, na Baixada Fluminense. O velório será realizado a partir da manhã terça-feira (11), no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, s/nº, no Centro do Rio. Anteriormente, a previsão era que o velório acontecesse em duas partes: na Câmara Municipal de Piraí e no Rio. Segundo a assessoria, o enterro está marcado para a tarde de quarta-feira (12), no Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária.

Fontes: jconline.com
            www1.folha.uol.com.br
            http://g1.globo.com/

domingo, 5 de janeiro de 2014

Morre Nelson Ned


Pena abrirmos o ano de 2014 com más notícias na Música Popular. O cantor Nelson Ned d'Ávila Pinto, mais conhecido como Nelson Ned, morreu na manhã deste domingo (5) em Cotia, na Grande São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Hospital Regional de Cotia, em que estava internado desde a tarde de sábado. Ele morreu em decorrência de "complicações clínicas". O horário do óbito não foi confirmado. 
O corpo do cantor está sendo velado no cemitério Horto da Paz em Itapecerica da Serra, na grande São Paulo, e a cerimônia de cremação está agendada para as 21h. Ned foi internado em "estado grave", mas "estável", com uma "infecção respiratória aguda", pneumonia e problemas na bexiga. Com problemas financeiros e de saúde, o cantor vivia em uma casa de saúde na grande de São Paulo desde o dia 24 de dezembro. 
"O pequeno gigante da canção", apelido que recebeu por seu 1m12 de altura, se consagrou na década de 60 como uma das vozes românticas mais famosas do Brasil. O sucesso internacional veio com a gravação de vários discos em espanhol. Ídolo em países como Argentina, México e Colômbia, entre outros, Nelson Ned enfrentava problemas de saúde há vários anos, que se agravaram em 2003, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC).  Como consequência do AVC, o intérprete de "Tudo Passará" perdeu a visão de um olho e precisava se locomover com a ajuda de uma cadeira de rodas, além de enfrentar diabetes, hipertensão arterial e o diagnóstico de Mal de Alzheimer em fase inicial. Ned se converteu nos anos 90 à religião evangélica e, desde então, interpretava com sucesso músicas gospel, também em português e espanhol. 
Antes de se converter, o cantor tinha um vício em bebidas e em drogas, e chegava a beber até um litro de uísque por dia. A informação foi confirmada pela mulher do cantor, Maria Aparecida, durante uma participação no programa "A Tarde É Sua", em 2012. Na ocasião, Cida confirmou a história de que em uma das vezes em que estava bêbado, Ned atirou e acertou a sua clavícula, que quebrou.
Com 45 milhões de cópias de discos vendidos em todo o mundo, Ned foi o primeiro latino-americano a vender um milhão de discos no mercado dos Estados Unidos, onde se apresentou junto do espanhol Julio Iglesias e do americano Tony Bennett, lotando três vezes o mítico Carnegie Hall, em Nova York. Ainda na Big Apple, o cantor se apresentou no famoso Madison Square Garden.
Fonte: musica.uol.com.br

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Boas Festas e Feliz Ano Novo!!!

Fica aqui aos amigos e visitantes do blog Bolacha de Cera, apreciadores da boa música brasileira meus mais sinceros votos de Boas Festas e Feliz Ano Novo!!!



*** FELIZ 2014!!! ***

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013 - Cantores e Artistas que nos Deixaram

Fica aqui uma singela homenagem aos cantores e artistas da Música Popular Brasileira que nos deixaram neste ano que encerra. Alguns vieram já depois do período do 78 rpm, mas deixaram seu legado e contributo:

MARÇO:



Dia 20 - Emílio Santiago (1946-2013): Em 1973 lançou o primeiro compacto, com as canções "Transa de Amor" e "Saravá Nega", que ocasionou maiores participações em rádios e programas televisivos. Emílio Santiago morreu aos 66 anos o cantor, estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela assessoria da unidade hospitalar. O cantor morreu em função de complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVC) que sofreu no dia 07/03/2013.

ABRIL:



Dia 08 - Sarita Montiel (1928-2013): Apesar de não ser cantora brasileira, fez grande sucesso por aqui também depois do campeão de bilheteria "La Violetera". Sara Montiel, nome artístico de María Antonia Alejandra Vicenta Elpidia Isidora Abad Fernández, (Campo de Criptana, Província de Ciudad Real, 10 de março de 1928 – Madrid, 8 de abril de 2013) foi uma atriz e cantora espanhola, com atuação no México e nos Estados Unidos (Hollywood).



Dia 28 - Paulo Vanzolini (1923-2013): Foi um zoólogo e compositor brasileiro, autor de famosas canções como "Ronda", "Volta por Cima" e "Na Boca da Noite". Morreu no dia 28 de abril de 2013, em São Paulo, aos 89 anos. Ele estava internado desde o dia 25, dia em que completou 89 anos, na UTI do Hospital Albert Einstein, com uma pneumonia extensa.

JULHO:



Dia 23 - Dominguinhos (1941-2013): José Domingos de Morais, conhecido como Dominguinhos, foi um instrumentista, cantor e compositor brasileiro. Exímio sanfoneiro, teve como mestres nomes como Luiz Gonzaga e Orlando Silveira. Em decorrência de um tratamento contra um câncer de pulmão, que já durava seis anos, Dominguinhos teve problemas relacionados a arritmia cardíaca e infecção respiratória e foi internado no Recife em dezembro de 2012. Um mês depois foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. No decorrer dos meses seguintes seu quadro se agravou, tendo sofrido várias paradas cardíacas e morreu às 18h do dia 23 de julho de 2013, após sofrer complicações infecciosas e cardíacas.

NOVEMBRO:



Dia 13 - Zé Menezes (1923-2013): José Xavier Menezes nasceu em Nazaré da Mata, em 1923, e transferiu-se para o Recife em 1943, onde iniciou sua carreira musical. Filho de músico amador, começou a tocar trompa aos 9 anos, integrou a primeira banda aos 13 e mudou-se para o Recife aos 17, a fim de aprimorar os conhecimentos musicais. Na capital pernambucana, viveu o auge do carnaval de clube, animado por orquestras de frevo e frequentado pela alta sociedade em traje a rigor ou com fantasia.

DEZEMBRO:



Dia 06 - João Silva (1935-2013): m dos principais parceiros de Luiz Gonzaga a partir dos anos 1960. Aos 17 anos mudou-se para o Rio de Janeiro com uma carta de recomendação de João Calmon. Apresentou-se no programa "Domingueira" apresentado por Arnaldo Amaral na Rádio Mayrink Veriga onde cantou "Crepúsculo sertanejo", de sua autoria. Em 1964, Luiz Gonzaga gravou no disco "A sanfona do povo" o baião "Não foi surpresa", de sua parceria com João do Vale. Em 1965, o Rei do Baião gravou dele e Albuquerque a marcha junina "Piriri". Em 1966 gravou "Crepúsculo sertanejo", dele e Rangel. No mesmo disco, "Óia eu aqui de novo", aparece sua primeira parceria com Luiz Gonzaga, "Garota Todeschini". Em 1968, no LP "São João do Araripe", aparecem duas composições da parceria entre os dois, "Lenha verde" e "Meu Araripe", que se tornou um enorme sucesso.



Dia 20 - Reginaldo Rossi (1944-2013): Reginaldo Rossi, nome artístico de Reginaldo Rodrigues dos Santos foi um cantor e compositor brasileiro, conhecido como o "Rei do Brega". No dia 9 de novembro de 2013 passou por um procedimento chamado toracocentese, que retirou dois litros de líquido acumulados entre a pleura e o pulmão. O resultado da biópsia, divulgado no dia 11 do mesmo mês, confirmou o diagnóstico de câncer no pulmão.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Morre João Silva, Parceiro de Gonzagão



O compositor João Leocádio da Silva, João Silva, 78 anos, pernambucano de Arcoverde, foi encontrado morto, no apartamento em que morava, no Conjunto Pernambucano, em Boa Viagem. A provável causa foi um infarto. Ele estava sozinho em casa. Sua companheira tinha viajado no dia anterior para Aracaju.


A cantora Walkiria, muito amiga do compositor, que mora em um prédio próximo, disse que estranhou porque há um dia não o via: “Do meu apartamento dava para ver ele em casa. E, quando saía para fazer caminhada ou ir ao supermercado, sempre estava encontrando com ele”, comentou a cantora, uma das primeira pessoas conhecidas a chegar ao apartamento de João Silva.

Autor de mais de duas mil composições, João Silva tem sua biografia publicada pelo escritor José Maria de Almeida Marques. O livro Mestre João Silva, pra não morrer de tristeza registra sua importante participação na criação de Danado de Bom, o primeiro disco de ouro - 1,6 milhão de cópias vendidas - da carreira de Luiz Gonzaga. Em 2009, recebeu homenagens, inclusive do canal Sons de Pernambuco, do portal Pernambuco.com, que inseriu três músicas do álbum João Silva Canta Mais Gonzaga no streaming do portal.

O compositor foi agraciado com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2012. Ele foi um dos principais fornecedores de músicas para Luiz Gonzaga, que tem mais de 100 obras suas gravadas, entre elas Tá danado de bom, Pagode russo e Deixa a tanga voar. Também gravaram músicas do forrozeiro Marinês, Trio Nordestino, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, entre outros.

João Silva será velado na Câmara Municipal Recife, sábado (7/12), a partir das 15h. O enterro será feito em Arcoverde, no domingo (8/12).

Fontes: http://www.diariodepernambuco.com.br/
            http://jconline.ne10.uol.com.br/

domingo, 17 de novembro de 2013

Encontro dos Gonzaguianos em Caruaru

Nesse último dia 16/11 houve a realização do Encontro dos Gonzaguianos que ocorre todos os anos aqui em Caruaru - e a qual participei pela 1ª vez - no Espaço Cultural Asa Branca do Agreste, uma Casa-museu situada na Vila Kennedy, do nosso amigo pesquisador e poeta Luiz Ferreira, onde reuniram-se diversas personalidades locais - colecionadores, pesquisadores, radialistas e comunicadores em geral - visando a divulgação da obra de Luiz Gonzaga (1912-1989), o maior expoente da música nordestina do Brasil.



Também houveram algumas representações de entidades, como a ACACCIL (Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras) representada pelo acadêmico Emanuel Leite, único membro presente à solenidade e nosso amigo Severino Melo, com a Dra. Gilda Oliveira, representando o Ateliê Literário e o amigo José Nobre, da Rádio Gonzagão on line.

 
 
 
*Fotos do Interior da Casa-Museu

Foram distribuídos gratuitamente literatura de cordel, de autoria do prof. Ivaldo Batista e houve apresentação de grupos pé-de serra e sanfoneiros locais - sendo essa nossa recepção bem nordestina e a cargo do anfitrião da festa.


*O anfitrião da festa (Sr. Luiz Ferreira) e eu

 
 
 
*Entrega de Literatura de Cordel, Apresentação de Trio pé-de-serra e Encontro com os Amigos


*Mauro "Maniçoba" (sanfoneiro) e Eu

Houve também o lançamento do livro "Zé Clementino: O “matuto” que devolveu o trono ao Rei", de autoria do jornalista e professor Jurani O. Clementino. A obra já foi lançada no dia 16 de agosto no Café e Poesia do Museu Assis Chateaubriand (MAC/UEPB) e contou com uma apresentação da obra e do autor, feita pelo coordenador de Arte e Cultura do Centro Artístico-Cultural da UEPB, Sérgio Simplício.


*Livro e Autor - Lançamento em Pernambuco se deu aqui.

O livro também foi lançado na cidade de Várzea Alegre (CE). A solenidade de lançamento ocorreu no dia 24 de durante a programação da festa do padroeiro São Raimundo. No mês de outubro (25/10), a obra foi encontrada na Feira Literária de Boqueirão/PB – Flibo; em novembro (04/11) e na V Semana de Publicidade e propaganda do Centro de Educação Superior Reinaldo Ramos (CESREI), em Campina Grande. Já no mês de dezembro estão previstos lançamentos em São Bernardo do Campo/SP (01/12) e EXU-PE (13/12).

A obra é resultado da grande admiração do autor, Jurani O. Clementino pelo primo distante, o compositor Zé Clementino. Autor de grandes sucessos interpretados por Luiz Gonzaga, Zé Clementino pode ser considerado como um sensível cronista da vida do Nordeste. Compôs clássicos como “Xote dos cabeludos”, “Sou do banco”, “Capim novo” e “O jumento é nosso irmão”. A imaginação criativa do poeta produziu versos matutos que retratavam o dia a dia do homem nordestino.

O encontro terminou no começo da noite. Parabéns ao amigo Luiz Ferreira pela iniciativa e que venham muitos outros encontros...

Visite: http://www.radiogonzagao.com.br/