domingo, 8 de dezembro de 2013

Morre João Silva, Parceiro de Gonzagão



O compositor João Leocádio da Silva, João Silva, 78 anos, pernambucano de Arcoverde, foi encontrado morto, no apartamento em que morava, no Conjunto Pernambucano, em Boa Viagem. A provável causa foi um infarto. Ele estava sozinho em casa. Sua companheira tinha viajado no dia anterior para Aracaju.


A cantora Walkiria, muito amiga do compositor, que mora em um prédio próximo, disse que estranhou porque há um dia não o via: “Do meu apartamento dava para ver ele em casa. E, quando saía para fazer caminhada ou ir ao supermercado, sempre estava encontrando com ele”, comentou a cantora, uma das primeira pessoas conhecidas a chegar ao apartamento de João Silva.

Autor de mais de duas mil composições, João Silva tem sua biografia publicada pelo escritor José Maria de Almeida Marques. O livro Mestre João Silva, pra não morrer de tristeza registra sua importante participação na criação de Danado de Bom, o primeiro disco de ouro - 1,6 milhão de cópias vendidas - da carreira de Luiz Gonzaga. Em 2009, recebeu homenagens, inclusive do canal Sons de Pernambuco, do portal Pernambuco.com, que inseriu três músicas do álbum João Silva Canta Mais Gonzaga no streaming do portal.

O compositor foi agraciado com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2012. Ele foi um dos principais fornecedores de músicas para Luiz Gonzaga, que tem mais de 100 obras suas gravadas, entre elas Tá danado de bom, Pagode russo e Deixa a tanga voar. Também gravaram músicas do forrozeiro Marinês, Trio Nordestino, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, entre outros.

João Silva será velado na Câmara Municipal Recife, sábado (7/12), a partir das 15h. O enterro será feito em Arcoverde, no domingo (8/12).

Fontes: http://www.diariodepernambuco.com.br/
            http://jconline.ne10.uol.com.br/

domingo, 17 de novembro de 2013

Encontro dos Gonzaguianos em Caruaru

Nesse último dia 16/11 houve a realização do Encontro dos Gonzaguianos que ocorre todos os anos aqui em Caruaru - e a qual participei pela 1ª vez - no Espaço Cultural Asa Branca do Agreste, uma Casa-museu situada na Vila Kennedy, do nosso amigo pesquisador e poeta Luiz Ferreira, onde reuniram-se diversas personalidades locais - colecionadores, pesquisadores, radialistas e comunicadores em geral - visando a divulgação da obra de Luiz Gonzaga (1912-1989), o maior expoente da música nordestina do Brasil.



Também houveram algumas representações de entidades, como a ACACCIL (Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras) representada pelo acadêmico Emanuel Leite, único membro presente à solenidade e nosso amigo Severino Melo, com a Dra. Gilda Oliveira, representando o Ateliê Literário e o amigo José Nobre, da Rádio Gonzagão on line.

 
 
 
*Fotos do Interior da Casa-Museu

Foram distribuídos gratuitamente literatura de cordel, de autoria do prof. Ivaldo Batista e houve apresentação de grupos pé-de serra e sanfoneiros locais - sendo essa nossa recepção bem nordestina e a cargo do anfitrião da festa.


*O anfitrião da festa (Sr. Luiz Ferreira) e eu

 
 
 
*Entrega de Literatura de Cordel, Apresentação de Trio pé-de-serra e Encontro com os Amigos


*Mauro "Maniçoba" (sanfoneiro) e Eu

Houve também o lançamento do livro "Zé Clementino: O “matuto” que devolveu o trono ao Rei", de autoria do jornalista e professor Jurani O. Clementino. A obra já foi lançada no dia 16 de agosto no Café e Poesia do Museu Assis Chateaubriand (MAC/UEPB) e contou com uma apresentação da obra e do autor, feita pelo coordenador de Arte e Cultura do Centro Artístico-Cultural da UEPB, Sérgio Simplício.


*Livro e Autor - Lançamento em Pernambuco se deu aqui.

O livro também foi lançado na cidade de Várzea Alegre (CE). A solenidade de lançamento ocorreu no dia 24 de durante a programação da festa do padroeiro São Raimundo. No mês de outubro (25/10), a obra foi encontrada na Feira Literária de Boqueirão/PB – Flibo; em novembro (04/11) e na V Semana de Publicidade e propaganda do Centro de Educação Superior Reinaldo Ramos (CESREI), em Campina Grande. Já no mês de dezembro estão previstos lançamentos em São Bernardo do Campo/SP (01/12) e EXU-PE (13/12).

A obra é resultado da grande admiração do autor, Jurani O. Clementino pelo primo distante, o compositor Zé Clementino. Autor de grandes sucessos interpretados por Luiz Gonzaga, Zé Clementino pode ser considerado como um sensível cronista da vida do Nordeste. Compôs clássicos como “Xote dos cabeludos”, “Sou do banco”, “Capim novo” e “O jumento é nosso irmão”. A imaginação criativa do poeta produziu versos matutos que retratavam o dia a dia do homem nordestino.

O encontro terminou no começo da noite. Parabéns ao amigo Luiz Ferreira pela iniciativa e que venham muitos outros encontros...

Visite: http://www.radiogonzagao.com.br/

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Morre o Maestro Zé Menezes

Faleceu, no início da manhã desta quarta-feira (13), o maestro José Menezes, aos 90 anos. O músico, que tem uma história dedicada ao frevo, sofria de câncer e estava internado no Hospital Memorial São José, na Ilha do Leite, área central do Recife. O sepultamento de José Menezes está marcado para as 15 h desta quarta-feira, no Cemitério Parque das Flores, no Sancho, Zona Oeste da capital.

Maestro Zé Menezes. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Maestro Zé Menezes. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

No início do ano, publiquei uma notícia sobre os 60 anos do primeiro Frevo-Canção da Rozenblit, da autoria do agora saudoso Zé Menezes, um dos maiores compositores do cancioneiro de Carnaval de Pernambuco, tendo composto canções como "Boneca" (disco de estreia de Claudionor Germano), "Tá Faltando Alguém" e "Ingratidão".

José Xavier Menezes nasceu em Nazaré da Mata, em 1923, e transferiu-se para o Recife em 1943, onde iniciou sua carreira musical. Filho de músico amador, começou a tocar trompa aos 9 anos, integrou a primeira banda aos 13 e mudou-se para o Recife aos 17, a fim de aprimorar os conhecimentos musicais. Na capital pernambucana, viveu o auge do carnaval de clube, animado por orquestras de frevo e frequentado pela alta sociedade em traje a rigor ou com fantasia.

Menezes comandou o palco do clube Internacional por 13 anos e o do Português por 18. Entre os amigos, outros ícones do frevo, como os maestros Duda, Clóvis Pereira e Nelson Ferreira, que o convidou para ser regente da Rádio Clube de Pernambuco. O músico exerceu o cargo por cinco anos e ganhou o apelido de Rei do Papo.

“Ele conversa muito e não deixa ninguém falar. Só quem fala é ele. Onde ele pisa, a grama morre, porque ele não sai dali, falando, falando…”, diz o radialista Aldemar Paiva, parceiro no frevo-canção "Boneca", primeira gravação da Rozenblit, em 1953.

Gravou cerca de 120 canções, entre frevos de rua, canção e de bloco. Zé Menezes foi um dos fundadores da Academia Pernambucana de Música e foi o principal homenageado no I Festival do Frevo da Humanidade, realizado em outubro, no Parque Dona Lindu.

Fica aqui um preito de saudade de um dos grandes nomes da cultura musical de Pernambuco...

Fontes: http://www.diariodepernambuco.com.br/
            http://ne10.uol.com.br/
            http://jconline.ne10.uol.com.br/


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Raul Sampaio - 85 Anos de Estrada

Uma singela homenagem aos 85 anos completados anteontem (06/07), de um dos maiores compositores brasileiros e que anda bem esquecido: Raul Sampaio. Famoso por ter feito parte do Trio de Ouro (Herivelto Martins, Lurdinha Bittencourt e Raul Sampaio) e por ter composto músicas como "Quem eu Quero Não me Quer" e "Meu Pequeno Cachoeiro", regravado pelo seu conterrâneo Roberto Carlos. Parabéns desse nordestino que admira sua obra!!!






*Raul Sampaio, Herivelto Martins e Lurdinha Bittencourt, o famoso Trio de Ouro, em sua 3ª formação

*Fotos retiradas da Internet

segunda-feira, 17 de junho de 2013

50 Anos sem Lamartine Babo



Mais um aniversário que passou em branco: ontem (16/06) completou-se 50 anos sem o grande Lamartine Babo (1904-1963). Magricelo de vozinha fina, sempre fazia ponta nas músicas gravadas nos anos 30, em especial em suas próprias composições. Dá-se o destaque na marcha carnavalesca "Grau Dez", com Francisco Alves para o carnaval de 1935. Além de compositor, era produtor, revistógrafo, humorista e radialista.

Seus trocadilhos também o fizeram famoso e os casos em que envolviam sua aparência sempre eram hilários. Aconteceu, um dos casos mais pitorescos, nos correios:  Lalá foi enviar um telegrama, o telegrafista bateu então o lápis na mesa em morse para seu colega: "Magro, feio e de voz fina". Lalá tirou o seu lápis e bateu: "Magro, feio, de voz fina e ex-telegrafista".

Resumo biográfico na postagem anterior sobre ele.

domingo, 16 de junho de 2013

Sessenta Anos do Rojão de Jackson do Pandeiro

Mais um ícone da nossa Música Popular Brasileira que é esquecido pelos mais novos. Dia 13 último comemorou-se os 60 anos da estréia do paraibano José Gomes Filho, ou simplesmente Jackson do Pandeiro (1919-1982), um dos maiores pilares do que costumamos convencionar como forró. Natural de Alagoa Grande, ele é mais citado que ouvido porque sua extensa discografia encontra-se praticamente fora de catálogo.



Não é de surpreender, portanto, que passe em branco os 60 anos de seu primeiro disco solo, um 78 rotações, gravado em 1953, com Forró em Limoeiro (Edgar Ferreira), e Sebastiana (Rosil Cavalcanti), gravado no estúdio da Rádio Jornal do Commercio (atual Rádio Jornal), na Rua do Imperador, e lançado pela Copacabana.

Até então Jackson do Pandeiro era o pandeirista da Orquestra Paraguary, e participava do regional de Luperce Miranda (na época em que este ensaiou uma volta ao Recife, que havia deixado no final dos anos 20). Era no regional que, vez por outra, ele mostrava seus dotes, ainda não devidamente reconhecidos, de cantor. O maestro Clóvis Pereira trabalhou com Jackson durante todo o tempo em que ele foi contratado da Jornal do Commercio, entre 1950 e 1954: “Não participei da primeira gravação dele. O sanfoneiro deve ter sido um músico chamado Auro Tomás, conhecido como Gaúcho, que passou um tempo na rádio. Jackson gravou no estúdio do sexto andar. Havia um outro no quarto andar. O estúdio ficava no auditório. A sonoridade era boa porque se gravava direto no acetato. Ali eram gravados os programas da emissora. Uma pena que tudo tenha se perdido, boa parte da história do rádio de Pernambuco estava ali”, conta o maestro.

Clóvis Pereira tocou no sexto 78 rpm do cantor: “Fiz os arranjos da orquestra que acompanhou Jackson em Vou gargalhar, de Edgar Ferreira, e Micróbio do frevo, de Genival Macedo. As gravações eram sempre à noite, quando a rua ficava silenciosa, fechavam-se as janelas, e dava para gravar bem”, continua o maestro.

Como cantor, ele começou a fazer sucesso com o coco Sebastiana, do amigo Rosil Cavalcanti, um pernambucano de Macaparana (falecido em Campina em 1968, aos 53 anos), com quem fez a dupla Café com Leite, nos anos 40, na Rádio Tabajara, de João Pessoa. Sebastiana, um futuro clássico da música brasileira (dos vários clássicos de Rosil Cavalcanti, raramente lembrado em seu estado natal), popularizou-se nas apresentações de Jackson do Pandeiro nos programas de auditório da Jornal do Commercio. Chamou atenção do compositor, e representante da                gravadora Copacabana no Nordeste, Genival Macedo, que sugeriu a contratação do paraibano como cantor.

O 78 rotações inaugural da obra de Jackson do Pandeiro foi um sucesso imediato no Brasil. Sebastiana foi o lado B de Forró em Limoeiro, um rojão, um novo ritmo criado pelo também pouco lembrado recifense Edgar Ferreira (1922/1995), autor de, entre outros, 17 na corrente e 1x1, ambos gravados por Jackson do Pandeiro. Na sua coluna na Revista do Rádio, uma das publicações mais lidas no país na época Manezinho Araújo (1913/1993), o rei da Embolada (nascido no Cabo de Santo Agostinho), saudou o novo astro: “Jackson do Pandeiro é uma bandeira melódica do Nordeste. Bandeira , do coco e do rojão típica da embolada, desfraldando-se no Brasil do Sul, na conquista de sucessos. É pinto de bom galo, que é esse pernambucano (sic) querido. Desça daí cabra da peste e venha cantar bonito em terreiro carioca. Já lhe esperam de braços abertos”. 

*Fonte: JC Online

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Morre Paulo Vanzolini

Paulo Vanzolini morreu no dia 28 de abril de 2013, em São Paulo, aos 89 anos . Ele estava internado desde o dia 25 na UTI do Hospital Albert Einstein, com uma pneumonia extensa. Mais um grande compositor que deixará uma imensa lacuna na Música Popular Brasileira.




Paulo Emílio Vanzolini (São Paulo, 25 de abril de 1924 — São Paulo, 28 de abril de 2013) foi um zoólogo e compositor brasileiro, autor de famosas canções como "Ronda", "Volta por Cima" e "Na Boca da Noite".
É um dos idealizadores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e ativo colaborador do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, que com seu trabalho aumentou a coleção de répteis de cerca de 1,2 mil para 230 mil exemplares.

Adaptou a Teoria dos Refúgios a partir de estudos conjuntos com o geomorfologista Aziz Ab'Saber e com o americano Ernest Williams. Refúgio foi o nome dado ao fenômeno detectado nas expedições de Vanzolini pela Amazônia, quando o clima chega ao extremo de liquidar com uma formação vegetal, reduzindo-a a pequenas porções. Assim formam-se espaços vazios no meio da mata fechada.


BIOGRAFIA

Seu pai, engenheiro, foi com a família para o Rio de Janeiro quando Paulo tinha quatro anos. A família voltou para São Paulo dois anos depois, em 1930. Paulo cursou o primário no Colégio Rio Branco e o ginásio em escola pública. onde se formou em 1938. Em 1942 ingressou na Faculdade de Medicina. Junto com um grupo de estudantes, passou a frequentar as rodas boêmias e a compor seus primeiros sambas. Em 1944, deixou a casa dos pais e começou a trabalhar com um primo, Henrique Lobo, na Rádio América, no programa Consultório Sentimental, de Cacilda Becker. Em seguida, foi convocado para o Exército, interrompendo os estudos. Dois anos depois retomou o curso de Medicina, passou a lecionar no Colégio Bandeirantes e começou a trabalhar no Museu de Zoologia, da Universidade de São Paulo.
Formou-se em 1947 e se casou em 1948, com Ilse. No ano seguinte, foi para os Estados Unidos, onde obteve o doutorado em Zoologia pela Universidade de Harvard.

Em 1951, por insistência do amigo Geraldo Vidigal, publicou pelo Clube de Poesia o livro Lira de Paulo Vanzolini.2 No mesmo ano, compôs o samba Ronda.

Em 1953, foi convidado por Raul Duarte para trabalhar na TV Record, produzindo os programas de Araci de Almeida. Nesse ano, o cantor Bola 7 fez a primeira gravação de Ronda, acompanhado por Garoto e Meneses, nas cordas, Mestre Chiquinho no acordeão e Abel na clarineta.

Em 1959, o violonista José Henrique, dono da boate Zelão, mostrou o samba Volta por Cima ao cantor Noite Ilustrada, que o lançou em 1963, pela Philips, com estrondoso sucesso. Nesse mesmo ano Paulo Vanzolini foi nomeado diretor do Museu de Zoologia.

Em novembro de 1967, Luís Carlos Paraná, da boate Jogral, e Marcus Pereira, dono de uma agencia de publicidade, resolveram produzir um LP com as composições inéditas de Paulo Vanzolini, conhecidas apenas por seus amigos frequentadores das mesmas rodas de samba.

Paulo Vanzolini filmou três documentários com o diretor Ricardo Dias, de cujo pai era amigo. Os dois primeiros sobre o seu trabalho como zoólogo e o terceiro sobre sua obra musical.




PRÊMIOS E CONDECORAÇÕES

Paulo Vanzolini foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.

Em agosto de 2008, o cientista e compositor foi também premiado pela Fundação Guggenheim, em Nova Iorque, em virtude de suas contribuições para o progresso da ciência. O mesmo prêmio foi dado a três outros cientistas brasileiros, em outras áreas além da biologia.


Táxons nomeados em sua homenagem

Alpaida vanzolinii Levi, 19886 -- (Arachnida, Araneidae)
Alsodes vanzolinii (Donoso-Barros, 1974)7 -- (Amphibia, Cycloramphidae)
Amphisbaena vanzolinii Gans 19638 -- (Reptilia, Amphisbaenidae)
Anolis vanzolinii (Williams, Orces, Matheus, Bleiweiss 1996)9 -- (Reptilia, Polychrotidae)
Cochranella vanzolinii Taylor & Cochran 195310 -- (Amphibia, Centrolenidae)
Dendrobates vanzolinii Myers, 198211 -- (Amphibia, Dendrobatidae)
Exallostreptus vanzolinii Hoffman 198812 -- (Diplopoda, Spirostreptidae)
Gymnodactylus vanzolinii Cassimiro & Rodrigues 200913 -- (Reptilia, Phyllodactylidae)
Hylodes vanzolinii Heyer 198214 -- (Amphibia, Hylodidae)
Liophis vanzolinii Dixon 198515 -- (Reptilia, Colubridae)
Nausigaster vanzolinii Andretta & Carrera 195216 -- (Insecta, Syrphidae)
Phrynomedusa vanzolinii Cruz 199117 -- (Amphibia, Hylidae)
Psittoecus vanzolinii Guimarães 197418 -- (Insecta, Philopteridae)
Saimiri vanzolinii Ayres 198519 -- (Mammalia, Primates, Cebidae)
Vanzosaura Rodrigues 199120 -- (Reptilia, Gymnophthalmidae)

Fonte: Wikipedia
           Fotos retiradas da internet